O desafio de estar em casa continua, os dias não são tão fáceis como desejávamos ... nem tão tranquilos como se idealizámos.
Como mãe de duas criançaas pequenas cheias de energia e como facilitadora de Yoga Kids, confesso que recorremos várias vezes à prática de Yoga, para nos focarmos na harmonia de todos e tentar afastar alguns momentos menos pacíficos.
Os dias são longos e intensos, vivenciamos muitas emoções, sensações, sentimentos e para todos eles existem posições físicas (ásanas) ou exercícios respiratórios (pránáyamas) que melhor facilitam o seu controlo ou identificação.
Mas neste momento creio que todos nós estamos mais focados no fortalecimento e estimulação do nosso sistema imunitário como na redução da ansiedade.
No Yoga encontramos a ajuda perfeita para estas
preocupações, onde conseguimos equilibrar o sistema nervoso e despertar a autoconfiança, autodominio, leveza e humildade.
Através de posturas (ásanas) e respirações (pránáyamas) conseguimos aliviar a tensão e melhorar o relacionamento pessoal e familiar, promovendo também a compaixão.
Há posturas que reduzem, outras que estimulam, mas certamente todas elas nos ajudam a flexibilizar e a fortalecer o corpo, que tende a ter menos movimento.
As respirações ajudam a tranquilizar a mente, acalmar e identificar sentimentos e sensações que vivenciamos e muitas vezes não damos conta deles, muitas vezes reagimos de forma mais reativa ou menos positiva, pois não conseguimos identificar de imediato o que estamos a sentir.
Este tempo em que a família se organiza para fazer a pática, é um ótimo momento para todos se sintonizarem nas mesma frequência e partilha. Olhar para os outros ao mesmo o tempo e com os mesmos olhos que olhamos para nós.
Quando Oramos, falamos para o Universo. Quando Meditamos, ouvimos o Universo
Vamos pensar no que emitimos e recebemos.
Quantas vezes acordamos mal dispostos e ao longo do dia tudo ocorre com a mesma “boa disposição” com que saímos da cama?
O que fazemos nós relativamente a esta situação? Achamos que a culpa é dos outros e do mundo.
Levantei-me zangado e a pensar que não me apetecia nada sair da cama para ir aturar gente chata, pessoas que estão sempre zangadas com o mundo e a refilar com tudo o que lhe aparece na frente. Até o bom dia do vizinho me irrita. Não sei porque está bem disposto, de certeza que não terá uma quantidade de coisas chatas e sem interesse para fazer, que eu tenho.
Depois, vem o trânsito para o trabalho, com aquelas filas de gente mal disposta com a vida só reclamam porque alguém não fez pisca, ou porque me ultrapassou e não deveria porque eu cheguei primeiro. Finalmente chego ao trabalho enfadonho, ainda cheio de sono porque me deitei tarde ontem a ver uma série ou estive a nas redes sociais e falar de coisas sem interesse com alguém, a ver mil vezes as mesmas coisas e ainda a ter que aturar os miúdos que pareciam elétricos e sem sono.
Durante o dia, sorrio para o chefe, converso de trivialidades com colegas, termino um monte de tarefas chatas e ainda vou cheio de boas intenções para casa, a pensar que vou conseguir terminar trabalho que não consegui fazer durante o dia.
Tinha-me esquecido que ainda teria que passar no supermercado e permanecer em mais uma fila interminável para levar qualquer coisa já cozinhada para o jantar. Banho das crianças e alguns trabalhos de escola para verificar, mandar arrumar tralhas, pedir-lhes que jantem rapidamente para irem dormir, pois no dia seguinte teremos tudo isto para fazer novamente.
Passou uma semana e penso que não fiz nada de jeito. Não produzi o suficiente ou de forma eficaz, não tive tempo de qualidade com as crianças, não fiz coisas para mim que gostaria de ter feito e de repente, passou um mês, dois, seis e continuo cansado e mal disposto com a vida.
Em nenhum momento parei para pensar. Quantas vezes desejei que isso tivesse acontecido, ter aquele momento para refletir, para estar, para ler aquele livro tranquilamente , para estar com família, com amigos, para não fazer nada ou para simplesmente estar.
Passados anos de rotinas loucas, em que diária e inconscientemente pedimos ao universo que nos dê esse tempo, surge um vírus que nos diz: FICA EM CASA!
Ainda meio adormecido, a não querer acreditar que é possível e que deverá ser apenas uma piada de mau gosto, inventada por alguém que não tem nada de interessante para fazer, o vírus grita: FICA EM CASA. NÃO PODES SAIR, PARA NÃO INFECTARES E SERES INFECTADO.
Dia- a -dia a ouvir isto a ver um cenário em que a humanidade se infetava rapidamente, contagiava e era contagiada, sem sequer ter tempo para pensar, deparo-me com mais uma rotina louca que me diz o inverso do que me queixava, que me diz que vou ter que abdicar da minha liberdade de fazer o que quero, sair quando me apetece, obrigar a ficar em casa o dia e a noite inteiros.
Que loucura, isto não poderia ser verdade. Não poderia estar impedido de fazer o meu dia -a -dia de rotina, da qual me queixava, diariamente, que não queria fazer.
De repente fico sozinho a olhar para as paredes da minha casa, que não tinha ainda reparado bem que eram brancas, vejo um tapete na sala e não lembrava que era azul e que tinha uma cama, um sofá, um teto e família e amigos que não posso ver agora e roupa a mais que não uso, pois qualquer pijama ou fato treino serve.
Apercebo-me que os meus filhos têm mais fome, fazem todas as refeições e de repente até eu como mais e mais, fazendo disparar a minha fome emocional e deixando de ter controlo sobre o que está a acontecer. De repente não me conheço, não conheço ninguém a minha volta, perto ou longe de mim e reparo que eles também não se conheciam a eles próprios. De repente, quando ponho o pé no chão da rua, porque precisei mesmo, reparo que estou a pisar aquele chão e sinto como sabe bem respirar o ar da rua. De repente consigo sentir isso e pensar como era possível nunca ter reparado , nunca ter percebido que tenho uma árvore em frente à minha janela e todos os dias o mesmo pássaro poisa no mesmo ramo. Como não tinha observado isto?
Dou então comigo a rezar. Já nem me lembrava como se fazia, a pedir a Deus ou outra entidade que me ajude, a gritar desesperadamente para o universo que ajude o vírus a ir embora e me permita, nos permita a todos voltar a ter liberdade, prometendo a nós mesmos que vamos estar mais atentos a todos os detalhes. A prometer que não vou mais acordar mal disposto, a prometer dizer bom dia ao vizinho, a telefonar à família, a sair com os amigos e a ajudar quem precise.
De repente grito para o universo que o mundo terá que ser melhor e pergunto o que poderei fazer para isso acontecer? Qual poderá ser o meu contributo?
Depois de rezar, de fazer todos os pedidos e promessas para fora de mim, fico à espera da resposta. Espero e continuo à espera, em casa, sozinho ou em família, a olhar para as paredes brancas ou para o tapete azul.
Depois de todos irem dormir, continuo à espera da resposta, à espera que me seja dito como fazer. Durante esse tempo, percebo que estou a ouvir algo, algo muito silencioso, mesmo muito silencioso. Percebo que tenho que calar-me para ouvir, pois quando falamos e gritamos, não conseguimos ouvir. Percebo que estou a ouvir-me. Em silêncio consigo ouvir todas as solicitações que fiz, tudo o que projetei. Tudo isto chega até mim, em eco, em vibração, situação após situação, acontecimento após acontecimento chega até mim em silêncio.
Agora consigo ouvir. Agora consigo sentir. Agora consigo entender o que o universo me diz.
Enquanto eu vivia a minha azáfama, os meus medos, a minha loucura, o universo estava a lá, a ouvir e reenviar-me o que eu lhe projetava. O Universo dizia-me não querer lixo. O Universo dizia-me não querer maldade. O universo dizia-me não querer ritmos alucinantes e futilidades. O universo dizia-me apenas para parar, sentir e meditar, pois só assim iria conseguir usufruir do melhor que a vida me poderia dar.
Assim fiz, senti e meditei.
Deveremos, assim, continuar a falar com o universo para que as nossas palavras se espalhem, ecoem e voltem a nós com um efeito vibratório que nos permita refletir e sentir o significado do que vivenciamos hoje.
Emitimos, recebemos. Tudo na vida funciona desta forma.
Boa meditação!
Ansiedade em excesso pode derivar em ataques de pânico
Nos dias em que vivemos ou, simplesmente, sobrevivemos sentimos que há momentos em que a respiração parece não fluir. Temos a sensação que a respiração é feita ao nível da garganta e que, por isso, não entra ar suficiente.
Inspiramos então mais vezes e cada vez mais rápido, ao nível do ritmo acelerado que, dizemos nós, a vida nos impõe.
Quanto mais stress e mais coisas pensamos que temos que fazer, maior a necessidade de respirar mais e mais rápido para sentirmos que mais ar entra.
A verdade, é que este ar que inalamos e não passa da garganta não nos oxigena o suficiente e é fruto de uma ansiedade para dar resposta a inúmeras situações para e por resolver.
Quando este “cenário” se torna constante ou recorrente, poderão ser atingidos picos de ansiedade tão grandes que derivam, no que chamamos, de ataques de pânico, que por sua vez se transformam numa espiral de associações de acontecimentos, conduzindo-nos a possíveis traumas e fobias.
Sentirmos que queremos respirar e não conseguimos é algo aterrorizante. Quanto mais vezes acontece, maior a sensação que não aguentamos e vamos mesmo parar de respirar.
O processo respiratório torna-se mais curto, mais difícil e o pânico da repetição é terrível. Pedimos ajuda e parece que nada funciona. Quanto mais pensamos, mais o medo nos bloqueia a respiração.
Pedimos ajuda naqueles momentos e parece que nada nem ninguém consegue resolver. Só desejamos que passe rápido e consigamos relaxar...
A questão é mesmo esta. Como relaxar? Como respirar de forma mais tranquila?
Como permitir que a nossa respiração “de bebés” volte e que podemos respirar com a “barriga”.
Os bebés respiram com a “barriga” porque não estão ansiosos, porque não estão preocupados com o que virá a seguir, com as mil atividades stressantes que têm por fazer.
E nós pensamos como isto é utópico! Obviamente que os bebés não têm essas responsabilidades e por isso conseguem estar tranquilos e respirar fluentemente.
À medida que vamos crescendo, a sociedade vai-nos colocando mais pressão e, logo na fase da adolescência, começam a surgir os ditos ataques de pânico, como consequência do stress gerado.
O que temos ao nosso alcance, que nos pode ajudar a respirar melhor e a controlar a ansiedade excessiva?
Podemos começar por filtrar informação e reter o que nos poderá orientar para uma melhor qualidade de vida.
Se por um lado, o excesso de informação e respetivos canais, nos geram ansiedade e stress pela quantidade de conteúdos, por outro, aprender a selecionar estes mesmos conteúdos e canalizá-los num sentido de crescimento e desenvolvimento de bem-estar é um desafio que poderemos colocar nas nossas vidas para nos auxiliarem a enfrentar outros desafios.
O Yoga diz-nos, através da utilização do PranaYama, que podemos aprender a trabalhar o nosso processo respiratório controlando a inspiração e a expiração, permitindo que ambas nos regulem, equilibrem, relaxem e potenciem a nossa energia.
A palavra Pranayama é composta por duas raízes (prana e aYama). A primeira significa “energia vital” . Esta energia traduz-se pela força que está presente em tudo, sendo, por isso, mais subtil do que o ar ou oxigénio, indo mais alem do que um conjunto de exercícios respiratórios. O pranayama utiliza a respiração para influenciar o fluxo desta energia prânica nos canais energéticos.
A palavra ayama significa expansão, resultando da palavra pranayama na expansão da dimensão do prana. As técnicas de pranayama possibilitam o método para que a força vital possa ser ativada e regulada, conduzindo as pessoas a um estado mais elevado de energia.
Durante as práticas de pranayama são utilizadas as quatro fases da respiração (inspiração, expiração, retenção interna ou retenção externa).
No inicio, o foco é posto na inspiração e expiração, de modo a fortalecer os pulmões e equilibrar o sistema nervoso. Estas práticas influenciam o fluxo do prana/ ar nos canais, purificando, regulando e activando os canais energéticos. Induz-se assim maior estabilidade física e mental.
A respiração é o processo mais importante para a vitalidade do corpo. Influencia a atividade de toda e qualquer célula, estando intimamente ligada ao funcionamento do cérebro.
O Pranayama estabelece padrões de respiração regular, pelo processo de controlo gradual da respiração, restabelecendo o ritmo natural e descontraído do corpo e da mente.
Através deste processo, a energia bloqueada por determinados padrões mentais inconscientes pode ser libertada e canalizada para processos mais positivos.
À medida que vamos tomando conhecimento mais profundo desta arte do Pranayama, conseguimos ter um maior autocontrolo do processo de ansiedade e de como esta prática nos potencia a redução deste ritmo, produzindo maior oxigenação e vitalidade. Sentimos assim que os nossos pulmões “crescem” e todo o excesso de atividade mental reduz. Tomamos conhecimento que não será a ansiedade a controlar-nos mas somos nós que controlamos a ansiedade.
Boas respirações!
Relação entre Microcosmos e Macrocosmos
Os taoistas procuraram compreender o que acontecia dentro do corpo, fazendo comparações com o que acontecia na natureza, encontrando correpondências exatas.
As leis da Natureza eram idênticas em todos os níveis e situações. Quando se deparavam com uma relação exata entre um sistema interno do corpo e um sistema do universo, eles passavam a contar com um equivalente energético a que podiam recorrer.
Daqui resultam conceitos como macrocosmo grande (Universo) e microcosmo pequeno (ser humano). Assim os taoístas deduziram “As coisas são grandes lá fora e pequenas aqui. Vou trazer o que está lá para cá, fazê-lo pequeno e dominá-lo em miniatura, onde a minha consciência está, e então torno a projetá-lo para fora.”
Os taoístas diziam que o inicio da vida de um ser humano se assemelha ao começo da vida do universo. Se compreendermos o nosso corpo, conseguimos compreender o universo inteiro. As Leis da Natureza são as mesmas para todos os nascimentos e concepções.
Estes observaram os efeitos dos processos universais que ocorriam naturalmente sobre a natureza humana. Observando a natureza e pesquisando a influência da energia sobre o corpo humano e dentro dele, puderam seguir as pistas da energia da natureza até às suas origens, praticando meditação.
Daqui perceberam um vazio primordial de um nada, a partir de onde tudo se iria criar.
A força da natureza ou universal viria a alimentar a mente, a alma e o espirito de cada individuo e tudo o que existe no universo, dando origem à força da Terra e ao Chi, como força invisivel da vida, a respiração cósmica ou a força vital que permeia e alimenta tudo o que existe debaixo do sol.
Nos seres humanos, esta energia é sentida, tendo sido acumulada através da energia maternal pré-natal, aliando-se ao sangue e fluindo por todo o corpo.
A condição e o movimento destas energias forma assim a base de cura nas artes chinesas.
“Quando o chi flui, o sangue circula; quando o chi estagna, o sangue congela.”
Do Chi original surgiram as polaridades Yin e Yang, responsáveis pela formação de toda a matéria, inclusive o corpo humano.
A energia yin expressa-se como emocional, passiva, receptiva, vazia, noite, interior, frio, água, escuro, descanso e lua. A inteligência é assim de constituição yin. Por outro lado, o Yang expressa-se como criativo, cheio, ativo, dia, movimento, quente, exterior, fogo, céu e o sol. Yang é, assim, superficial, ou seja, aquilo que se vê, representando a expressão da inteligência. Estas energias influenciam-se reciprocamente de modo constante e continuo.
Os humanos são criados por um equilibrio harmonioso destas duas forças.
A formação do corpo humano reflete a formação do Universo. Primeiro existe o nada, depois o encontro de células entre a mãe e o pai, inicia a formação de um ser humano. Este processo traduz-se numa representação do Tai Chi - O grande principio primordial. Da concepção ao inicio da vida com o nascimento, O Chi Original mantém-se como força vital.
Os taoístas afirmam que se conservarmos e cultivarmos o Chi, ele fornecer-nos-á energia indefinidamente.
Paralelamente a um conceito Taoísta acerca da força criadora e processo de fluxo energético nos canais do corpo humano, ou seja, os meridianos, existe um outro conceito criado com base no estudo da energia prânica, uma força biológica muito bem documentado no Ayurveda.
O prana é a fonte principal da saúde física e energética, fluindo este nos canais, a que se deu o nome de Nadis.
O prana, como a fonte da função mental e da percepção, permite-nos raciocinar e sentir. Permite-nos interagir com os cinco sentidos, o corpo e o universo físico. As formas mais elevadas do yoga preocupam-se com o desenvolvimento do prana neste nível, ou seja, o corpo subtil que controla a mente e os sentidos.
Os aspetos avançados do Ayurveda são capazes de harmonizar o prana e auxiliar em todas as formas do desenvolvimento pessoal e da descoberta espiritual.
A consciência pura ou o Eu superior, é na realidade a suprema fonte de vida, consciencialização e sentimento. O objetivo da vida humana é sentir esse Eu superior, com o qual podemos ir além do sofrimento e da dor, principio este que se encontra presente no Ayurveda e no Yoga.
A nossa consciência e natureza juntam-se para formar o Eu superior, o nosso corpo e mente ou manifestação corporal, seguindo as Leis da Natureza.
O equilibrio e o bem-estar tanto no corpo como na mente, são aspectos integrais do desenvolvimento espiritual e do estabelecimento de algumas práticas mais profundas.
O corpo humano é, então, formado por uma rede complexa de canais, órgãos, circuitos e tecidos em vários niveis, desde o sangue até aos mais delicados tecidos nervosos do cérebro. Estes canais interligados criam diversos padrões, ligações e conexões através dos quais, substâncias, energia e informações passam continuamente, criando um conjunto de sistemas que determina quem somos.
Independentemente do caminho de vida ou metodologia com que nos identifiquemos, o que importa, é manter o fluxo energético ativo, saudável e harmonioso, permitindo-nos manter um elo perfeito entre o céu e a terra ou entre o micro e o macrocosmos.
A Meditação poderá ser a melhor resposta para as flutuações emocionais
Quantas vezes pensamos que se não fossem as nossas emoções, a nossa vida seria perfeita?
Por outro lado, também sabemos que as emoções fazem parte do ser humano e contribuem para que a vida tenha sentido. A grande questão é: Como lidar com as flutuações emocionais? Como controlar emoções de forma a que estas não nos controlem a nós?
Queremos sentir adrenalina, queremos sentir paz, queremos alegria. Não queremos sentir raiva, tristeza ou angústia.
Contudo, estas e outras emoções fazem parte do nosso dia a dia. Pensar que será possível mantermo-nos sempre alegres, felizes, tranquilo ou até com muita adrenalina, não é viável. Também as outras emoções nos pertencem e será utopia imaginar que um dia conseguiremos ultrapassar e controlar tudo de tal forma que deixemos de ser humanos.
Nada disso se pretende. Deveremos começar por aceitar cada um dos nossos estados. Permitirmo-nos chorar e rir, sentir calmos ou agitados, tristes ou alegres sem que isso nos faça sentir piores ou melhores pessoas. Deveremos aceitar quem somos e que todas as emoções são vida.
Mantermos o equilíbrio emocional, torna-se, assim, um verdadeiro desafio.Hoje em dia falamos, ainda, em variadas formas de controlarmos as manifestações, em sermos sermos positivos e em mudar a forma como olhamos para nós próprios.
Nos dias de hoje falamos em desenvolvimento pessoal, em crescimento espiritual, tornando estes conceitos aspiracionais e as emoções algo mais mundano e destabilizador.
Queremos mudar. Queremos evoluir.
Mas como alterarmos estados sem aceitá-los?
A Meditação poderá ser uma boa ajuda.
O auto conhecimento contribui para uma auto gestão emocional saudável, não para deixarmos de sentir, mas para não permitirmos que se tornem algumas emoções tão prolongadas e controladoras, que sufoquem a evolução desejada ou simplesmente para manter a vida mais equilibrada.
No meio de tantas técnicas, quanto mais nos cingirmos à simplicidade mais facilmente atingimos os objetivos.
A meditação consiste em práticas que envolvem essencialmente níveis elevados de concentração e relaxamento. Os benefícios, já comprovados cientificamente, quando a prática acontece regularmente , são notados em poucas semanas. O descanso físico, mental e emocional, o aumento da capacidade de concentração, a melhoria da autoconfiança e auto estima, a redução da ansiedade, através de uma respiração mais equilibrada e profunda; a melhoria da oxigenação e frequência cardíaca, assim como a clareza mental, objetividade, paciência e compreensão são fatores resultantes desta prática.
Quando nos sentimos mais equilibrados, a possibilidade de emanarmos estes benefícios torna-se cada vez mais visível, contagiando tudo e todos em nossa volta e atraindo sensações mais positivas e confortáveis.
Nos momentos resultantes da meditação em que em conseguimos equilíbrio emocional, não permitimos que a mente e as emoções se percam diante do desafio ou adversidade.
Entendermos isto é fundamental para compreendermos o tamanho real de cada situação evitando comportamentos despropositados que possam ocorrer de um descontrolo emocional e canalizando melhor a nossa energia para a resolução. A meditação tem ajudado muitas pessoas a aumentar os níveis de auto–conhecimento, despertando a consciência ou ajudando a libertar sofrimento, sendo este impedimento a uma melhor qualidade de vida.
Mais do que teorizar, vamos meditar?
Wellness Day empresarial
As empresas ao longo do tempo tem olhado mais para os seus trabalhadores e têm vindo a aperceber-se da importância do bem-estar dos seus funcionários. Também se apercebem de como isso afeta indiretamente as suas empresas, ou seja, se os trabalhadores estão bem eles vão realizar um melhor trabalho, se não estiverem bem (problemas no trabalho, em casa) ou até mesmo se tiverem doenças ligadas ao trabalho, os trabalhadores não vão realizar um trabalho bom e produtivo. E por isso as empresas começaram a ter momentos/práticas e espaços próprios onde os seus funcionários podem relaxar e praticar diversos exercícios físicos/terapêuticos.
Um wellness day nas empresas, é um dia em que um instrutor/professor vai à empresa para ensinar e ajudar os trabalhadores a fazer as atividades físicas que por norma é o Yoga, mas também podem ser Meditação, Pilates, Taichi.
Todas as modalidades têm os seus próprios benefícios mas, completam-se entre si, ou seja, por exemplo: no Yoga um dos benefícios é a melhoria da flexibilidade o que vai ajudar muito na hora de fazer Pilates.
Também é usual nestes dias de Wellness nas empresas, haver um espaço para massagens. Estas massagens, obviamente mais curtas que a massagem normal em Spa, são feitas em cadeira ou em marquesa. São massagens que incidem especialmente nas zonas que ficam mais afetadas pelas más posturas do trabalho de escritório: Ombros, pescoço, costas, lombar são as zonas normalmente trabalhadas em massagem nas empresas.
Os benefícios do Pilates nas empresas
O Pilates nas empresas é muito confundido com a ginástica laboral, a ginástica laboral é muito geral, ou seja, engloba várias atividades físicas diferentes (como por exemplo: Pilates, Yoga, educação física, alongamentos…) e enquanto o Pilates é mais específico no seu conceito e na sua realização.
O Pilates baseia-se na centralização do nosso corpo, na respiração, na concentração da nossa mente, no controlo e na precisão dos nossos movimentos, como não é um exercício físico exigente ele melhora bastante o corpo a todos os níveis.
As aulas de Pilates nas empresas, podem ser feitas numa sala especifica para a realização da mesma, na qual se faz diversos exercícios de forma lenta e associados à concentração e controle dos movimentos. É aconselhável que leve uma roupa confortável, e por norma, faz-se 1 a 2 vezes por semana mas pode as vezes e às horas que quiser.
Os benefícios dos Pilates nas empresas são diversos e todos eles se ajudam uns aos outros. O Pilates aumenta a resistência física e mental, a flexibilidade e concentração, melhora a respiração, coordenação motora, fortalece os músculos abdominais, diminui o stress causado no trabalho, melhora o desempenho profissional (produtividade), alivia as dores musculares, previne as doenças causadas pelo trabalho, (como por exemplo: as lombalgias, bursites, tendinite), melhora a memoria, amplia a consciência corporal e mental, elimina as toxinas, corrige problemas na postura, permite o relaxamento e equilibra todas as funções do corpo.
Os benefícios da Meditação nas empresas
A meditação é uma conexão com as energias onde o silêncio predomina e nos concentramos e olhamos para nós próprios. Acalmamos a mente, desenvolvemos a inteligência emocional, um dos objetivos é encontrar a paz em nós próprios e expandirmos a nossa consciência.
A meditação nas empresas é para todas as pessoas, sejam elas funcionárias, diretoras, chefes ou até mesmo os donos das mesmas pois para termos uma empresa produtiva é preciso que todos colaborem para o mesmo objetivo. A meditação trabalha muito o “eu”, quanto melhor nos conhecermos e melhor sabemos lidar connosco próprios mais facilmente sabemos lidar com outros. Assim fazemos melhor o nosso trabalho, mais produtivos somos, e assim tornamo-nos melhores pessoas e melhores profissionais.
Os benefícios de praticar meditação nas empresas regularmente, são muitos e é rápido sentir as mudanças, tanto no nosso interior como no nosso trabalho. A meditação aumenta a proatividade e produtividade, a concentração e a capacidade de lidar com desafios e vicissitudes. A Meditação nas empresas mostra clareza para tomar as melhores decisões, reduz o stress e a ansiedade acumulados e assim reduz o tempo de realização das tarefas e as relações interpessoais melhoram significativamente.
Para as aulas de meditação nas empresas não é preciso um local especifico, mas é aconselhável que seja um sítio com silêncio, muitas empresas estudam qual a sala que não capta tanto barulho. A roupa não faz diferença, o importante é que se sinta confortável para ter uma boa meditação. Não há um horário especial para a meditação, pode fazer na sua hora de almoço para repor as energias na volta ao trabalho, depois do trabalho ou antes. Por norma faz-se 1 a 3 vezes por semana, mas pode escolher também a que dias quer/precisa de fazer meditação para que se sinta sempre bem consigo mesmo e no trabalho.